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Governo realiza mobilização pelo Dia Mundial da Luta Antimanicomial

19 de maio, 2015 - 12h26

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SES realiza mobilização pelo Dia Mundial da Luta AntimanicomialComemorado na segunda-feira (18), o Dia Mundial da Luta Antimanicomial foi marcado por mobilização em São Luís. A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Departamento de Atenção à Saúde Mental, realizou uma caminhada no centro de São Luís para chamar atenção das pessoas quanto à importância dos avanços das Políticas Públicas de Atenção em Saúde Mental e, sobretudo, enfatizar que é possível imprimir qualidade de vida àqueles que possuem algum tipo de transtorno mental.

Participaram da mobilização representantes do município de São Luís e do Estado que trabalham no serviço de saúde mental, Conselho Regional de Psicologia, pacientes de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e seus familiares.

Para o chefe do Departamento de Atenção à Saúde Mental, Márcio Menezes, a caminhada, parte da política do governo Flávio Dino, cumpre um papel de sensibilização, capaz de fazer a sociedade visualizar o momento em que a saúde mental está atualmente. “Tivemos avanços consideráveis no trato de pacientes psiquiátricos, ou ainda com algum tipo de dificuldade psicossocial. Tem sido esclarecido que essas pessoas não precisam ser excluídas da sociedade, por isso o mote da campanha mundial – antimanicomial –, e aqui ressaltamos que ‘Ser louco é lutar por liberdade, respeito, inclusão, cuidado e vida’. Em geral, a sociedade tem correspondido, o que ainda falta é a participação em movimentos ligados à saúde mental”, esclareceu Márcio.

Esse é o terceiro ano que a caminhada acontece no Dia Mundial da Luta Antimanicomial, segundo o Coordenador Municipal do CAPS, Luiz Fernando Ramos, muitas vezes o preconceito acontece quando existe a associação à doença, porém momentos como esse servem para mostrar que é possível viver sem o estigma e o preconceito. “Nosso objetivo aqui é mostrar que quem tem problema de saúde mental pode conviver de forma harmoniosa com os demais. Nessa caminhada, as pessoas que tem transtorno mental estão participando e ninguém sabe. Isso demonstra o sentimento de igualdade que temos reforçado. Eles possuem uma vontade imensa de interagir e que podem conviver sem problemas. Acho que nós temos também essa responsabilidade de tornar isso possível”, afirma.

O senhor José Ribamar Santos, paciente do Caps ad Estadual, estava pela primeira vez participando da caminhada. Ele diz que antes se sentia excluído e que hoje se sente bem por poder fazer parte das programações. “Acho um dia importante para quem tem problema de saúde mental, e também para quem está internado por problemas com álcool, como era o meu caso. Hoje estou há um ano e meio sem beber e me sinto recuperado”, disse. Alberto Anjos, da residência terapêutica, também fez suas considerações. “Nós só somos loucos por mais respeito. Com tratamento somos iguais. E hoje é um dia importante para dizer isso”, ressaltou.

A caminhada começou às 10h, na Praça Deodoro, percorreu a Rua Grande e terminou na Praça João Lisboa. Comerciantes e populares receberam folhetos alusivos à data com endereços de onde buscar ajuda para a saúde mental em São Luís. Os locais de atendimento são: Ambulatório de Saúde Mental Farina, no Filipinho, o Ambulatório Clodomir Pinheiro Costa, no Anjo da Guarda, os oito Centros de Atenção Psicossocial capacitados no atendimento, incluindo álcool e drogas e ainda, atendimento Infanto-Juvenil e, a maior referência no serviço de urgência do estado, o Hospital Estadual Nina Rodrigues, no Monte Castelo.

Nina Rodrigues
Pacientes do Hospital Nina Rodrigues (HNR) que estão sentenciados pela Justiça à reclusão ganharam uma animada confraternização com suas famílias. Ao lado de mães, mulheres e filhos, os internos assistiram a missa e presentearam os parentes com singelos objetos confeccionados por eles nas oficinas de artesanato do HNR. O evento faz parte da política do governo Flávio Dino de assegurar a humanização da execução penal.

Do total de 82 internos, 27 seguirão o tratamento em casa sob a orientação do Centro de Atenção Psicossocial (CAPs) e o acompanhamento da equipe do Nina Rodrigues, que constatou que esses pacientes estão aptos a sair. Esse é o objetivo do movimento – desestimular gradativamente a reclusão de pacientes com transtornos mentais. Genivaldo de Sousa Azevedo, 35, está ansioso para chegar em casa. “Fui avaliado e só estou esperando a autorização do juiz”, comentou. O diretor do HNR, Ruy Cruz, defende a ideia com convicção. “O convívio com a família e os vizinhos é o caminho mais eficiente para os pacientes romperem o confinamento emocional que carregam”, afirmou.


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